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A espécie Digitalis purpurea L., conhecida popularmente como dedaleira, pertence à família Scrophulariaceae. Outras sinonímias populares comuns são abeloura, digitalina e erva-dedal. O nome dedaleira vem da expressão em alemão que significa "dedal vermelho", uma analogia ao formato de suas flores.

 

Dedadeira
Dedadeira
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Plantaginaceae
Gênero: Digitalis
Espécie: D. purpurea

Oriunda do sul da Europa, esta espécie é uma planta que tanto pode ser lenhosa ou semi-lenhosa, é tóxica se for ingerida em altas doses, por isso seu uso requer algumas cautelas.

Os componentes ativos da dedaleira são: glicosídeos, incluindo três que estão bem definidos, que são gitalin, gitoxin, e digitoxina. Todos os três glicosídeos têm a propriedade de estimular e promover a actividade cardiovascular. Uma pequena quantidade de glicósideos estão contidos nas folhas. Digitoxina também está contida nas folhas. Um óleo de cor âmbar com um gosto agradável está presente nas sementes.

A dedaleira é utilizada para tratar desordens cardíacas, ela estimula e promove a actividade de todos os tecidos musculares do coração, nos casos de insuficiência cardíaca congestiva. Também é usada para o tratamento de distúrbios renais, ajudando a melhorar o fornecimento de sangue para os rins e eliminando obstruções nos rins, melhorando assim a micção.

A dedaleira também ajuda a estimular os receptores presentes no coração para liberar mais cálcio. Isto faz com que o coração bata mais forte. Durante a progressão da doença do coração, há um enfraquecimento dos músculos do coração que conduzem a uma menor produção de cálcio. Isto leva a um aumento na possibilidade de um ataque cardíaco. No entanto, com o uso da dedalera o risco reduz significativamente.

A dedaleira também pode ser usado como composto de pomadas para tratar feridas e queimaduras. É muito útil na preservação de células que são gravemente danificadas devido a queimaduras.

A maior atenção que esta planta recebe é por conta do seu uso medicinal, graças à substância presente denominada digitalina. Esta substância é a base de muitos drogas farmacêuticas como cardiotónicos, prescritos para auxiliar no tratamento de insuficiência cardíaca. O problema é que o uso prolongado de drogas farmacêuticas que contenham esta substância pode prejudicar os rins, já que a eliminação dela pelo organismo passa por esses órgãos, sendo considerada então nefrotóxica.

Mas o uso também pode ser ornamental, pois como é possível observar na figura acima, as inflorescências são imponentes e agradáveis aos olhos, realçando jardins ou ambientes menos abertos e mais restritos, como vasos de cultura.

As folhas desta planta tem aparência rugosa e formam pequenas rosetas, sendo que as nervuras na face abaxial das folhas são notoriamente salientes, protuberantes. As inflorescências são longas e com muitas flores que em formato lembra um dedal, daí o nome. De coloração variada, podemos encontrá-las em tons de lilás ou roxas, brancas ou rosadas, sempre com pigmentos na porção interior, como também é possível observar na figura acima. Para que se desenvolvam bem, com saúde, é necessário algum cuidado. Primordialmente, a adubação do solo. Matéria ecológica/biológica é imprescindível para gerar húmus e outros componentes que enriquecerão este solo, tornando-o potencialmente fértil. O período em que floresce se define por estações: primavera e verão. As dedaleiras tem preferências por climas amenos e regiões com alguma altitude. O cultivo pode ser através de sementes plantadas directamente ou por divisão da própria planta adulta.

 

Nota:

Muito comum no Centro e Norte de Portugal. Pode fazer-se chá das folhas. As suas folhas contêm heterósidos cardiotónicos, saponósidos, flavonóides e sais minerais. Pode ser uma preciosa ajuda na insuficiência cardíaca.

  

Fontes:

Info Escola

Naturopatia

Plantas Medicinais

Medicina das Plantas

Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia da Fundação Calouste Gulbenkian

Que o teu alimento seja o teu único medicamento! Hipócrates - Pai da Medicina

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