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Um dos maiores riscos do uso de anti-depressivos é a síndrome de abstinência: muitos dos que tentam parar de tomar a droga farmacêutica dizem que não conseguem, devido a sintomas sobre os quais nunca foram avisados.

Isso é certamente um problema, principalmente quando levamos em conta que cada vez mais pessoas estão tomando anti-depressivos: de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a população brasileira é a mais deprimida da América Latina.

 

Foto:saudecuriosa

 

Um levantamento realizado pela SulAmérica em 2016 mostrou que, em 6 anos, houve um salto de 74% no número de anti-depressivos adquiridos pelos seus segurados.

Uso de longo prazo: o que sabemos?
O aumento do uso de longa data tem criado um problema crescente de abstinência.

Os cientistas há muito esperavam que alguns pacientes pudessem experimentar sintomas de abstinência se tentassem parar, a chamada “síndrome de descontinuação”. No entanto, esse efeito colateral nunca foi o foco de fabricantes de drogas farmacêuticas ou reguladores governamentais, que apenas assumiam que os anti-depressivos não eram viciantes e faziam mais bem do que mal.

A questão é que essas drogas inicialmente foram aprovadas para uso a curto prazo, seguindo estudos que normalmente duravam cerca de 2 meses.

Estudos posteriores sugeriram que a “terapia de manutenção” – uso da droga a longo prazo e muitas vezes em aberto – poderia prevenir o retorno da depressão em alguns pacientes, mas esses estudos raramente duravam mais de 2 anos.

Mesmo hoje, há poucos dados sobre os efeitos dessas drogas nas pessoas que as usam há anos, embora já existam milhões de usuários que estão tomando anti- depressivos há muito tempo.


E se eu quero parar?

De facto, as drogas farmacêuticas poderão ser importantes para alguns doentes, mas não são inofensivos: habitualmente causam entorpecimento emocional, problemas sexuais como falta de desejo ou disfunção eréctil e ganho de peso, podendo em alguns casos levar ao suicídio ou mesmo homicídio. Os usuários de longo prazo relatam um mal-estar que é difícil de medir: a pílula diária os deixa duvidando de sua própria resiliência.

 

Sem contar os doentes que querem parar de tomar as drogas e não conseguem.
Em uma pesquisa recente com 250 usuários de longo prazo de drogas psiquiátricas, mais frequentemente anti-depressivos, cerca de metade classificaram sua abstinência como grave.

Em outro estudo com 180 usuários de anti-depressivos de longa data, sintomas de abstinência foram relatados por mais de 130. Quase metade disse que se sentiam viciados, e muitos criticaram a falta de informação em relação a tais sintomas antes de começar a tomar a droga farmacêutica.

 

Os sintomas de abstinência
Já em meados da década de 1990, os principais psiquiatras reconheceram a abstinência como um problema em potencial para pacientes tomando anti-depressivos modernos.

 

Em uma conferência em Phoenix - EEUU, em 1997, um painel de psiquiatras académicos produziu um longo relatório detalhando os sintomas, como problemas de equilíbrio, insónia e ansiedade, que desapareciam quando pacientes voltavam a tomar a medicação.

Mas o assunto logo desapareceu da literatura científica. Os governos não deram atenção à situação, vendo a depressão desenfreada como um problema maior. Os fabricantes de drogas têm ainda menos incentivo para realizar estudos caros sobre a melhor maneira das pessoas pararem de usar seus produtos.

 

Então não sabemos como parar
Como resultado, os médicos não têm uma boa resposta para as pessoas que lutam para largar drogas psiquiátricas – não existe nenhuma directriz respaldada cientificamente, nenhuma maneira de determinar quem está em maior risco de passar pela síndrome de abstinência e nenhuma maneira de adaptar estratégias apropriadas para cada indivíduo.

“Algumas pessoas estão essencialmente estacionadas tomando essas drogas por conveniência, porque é difícil lidar com a questão de retirá-las”, disse Anthony Kendrick, professor de cuidados primários da Universidade de Southampton na Inglaterra.
Os fabricantes de drogas não negam que alguns pacientes sofram sintomas severos quando tentam se livrar dos anti-depressivos. “A probabilidade de desenvolver síndrome de descontinuação varia de acordo com os indivíduos, o tratamento e a dosagem prescrita”, disse Thomas Biegi, porta-voz da Pfizer, fabricante de anti-depressivos como Zoloft e Effexor. No entanto, ele disse que a empresa não pode fornecer direccionamentos sobre o melhor curso de diminuição da dose porque não os tem.

 

Já a Eli Lilly disse em um comunicado que a empresa “continua comprometida com Prozac e Cymbalta e sua "segurança e benefícios", mas não quis divulgar estatísticas sobre sintomas de abstinência.

 

Precisamos de pesquisas e ensaios clínicos
Espera-se que pelo menos algumas das questões mais prementes sobre a abstinência de anti-depressivos sejam respondidas em breve. Um estudo da Universidade McMaster na Nova Zelândia concluiu recentemente o primeiro teste rigoroso e de longo prazo sobre o assunto.

A equipe/equipa recrutou mais de 250 pessoas em 3 cidades que vinham tomando Prozac por um longo período e estavam interessadas em diminuir a dose. 2 terços do grupo estavam usando a medicação há mais de 2 anos e 1 terço há mais de 5 anos.

A equipe/equipa dividiu os participantes aleatoriamente em 2 grupos: 1/2 passou a receber 1 cápsula por dia que, durante 1 período de 1 mês ou mais, continha quantidades progressivamente menores do fármaco activo, e a outra metade continuou a receber sua dosagem regular enquanto pensava que a estava diminuindo.

Os pesquisadores acompanharam os 2 grupos por um 1 ano e meio. Enquanto ainda estão trabalhando nos dados, uma coisa já ficou clara: os sintomas de abstinência vistos eram tão graves que alguns pacientes não suportaram parar de tomar a droga.

Mesmo com uma redução lenta de uma droga farmacêutica com uma meia-vida relativamente longa, essas pessoas tiveram reacções tão significativas a ponto de atrapalhar suas vidas diárias e precisarem reiniciar a droga.


Esperando pelo socorro
Por enquanto, as pessoas que não são capazes de parar de tomar tais drogas apenas seguindo o conselho médico estão recorrendo a um método chamado micro-dosagem: elas fazem pequenas reduções de suas doses por um longo período de tempo, muitas vezes meses ou anos, a fim de diminuir aos poucos os sintomas de abstinência. Por vezes, mesmo assim sem êxito.

 

Nota bene:

Droga é droga, havendo apenas a separação entre lícita e ilícita.

Portugal é um dos países mais depressivos do mundo latino e onde a taxa de suicídio é elevada. Tendência para subir mais ainda.

Cada vez há mais casos de suicídio relacionados aos anti-depressivos. Um dos imensos célebres casos, foi o do norueguês que matou e feriu mais de 100 jovens na Noruega. Ele andava a ser seguido na psiquiatria e estava drogado pelo seu psiquiatra.

Na mesma onda, em solo estadunidense é frequente alunos andarem a tomar drogas farmacêuticas e envolverem-se em tiroteios.

 

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A valeriana

 

Fontes:

Gesundheit-Magazin

Hypescience

Pravda-TV

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