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Turbinas eólicas podem fazer mal para a saúde?

Imagem:safemed.

 

As turbinas eólicas industriais emitem baixa frequência e ruído audível, no entanto, relativamente ao Ruído de Baixa Frequência (RBF), de acordo os defensores das energias renováveis eólicas, se “ não se ouve o ruído então não nos pode fazer mal!”, o que corresponde a dizer pela mesma logica de ideias que “ se os Raio - X não são visíveis então não nos podem fazer mal”, o que se sabe e está provado cientificamente que não é verdade.

 

A exposição ao ruído tem inúmeras consequências na saúde humana, que podem ter efeitos diretos no aparelho auditivo ou efeitos “não auditivos”, em que estes últimos comprometem o funcionamento de todo o corpo.

Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, conclui-se que a componente de baixas frequências num ruído e a exposição excessiva ao RBF provocam efeitos adversos na saúde humana, o que leva os especialistas, nos dias de hoje, a encarar o RBF como algo de preocupante. Além disso, a evidência dos efeitos do RBF no homem é,
hoje em dia, suficientemente grande para justificar preocupações imediatas.
Ao nível dos efeitos diretos no aparelho auditivo, os níveis sonoros medidos na vizinhança de parques eólicos em funcionamento, não possuem intensidade suficiente que comprometam a saúde auditiva da população. No entanto, os efeitos “não auditivos” têm uma significativa importância, mas tendem a ser ignorados pelo facto de não serem
necessariamente incomodativos à perceção humana.
Os efeitos “não auditivos” dos aerogeradores na saúde humana ocorrem a frequências iguais ou inferiores a 500Hz (RBF) e dependem das diferenças de suscetibilidade de cada individuo. Como efeitos “não auditivos” destacam-se a Síndrome da Turbina Eólica (STE) e a Doença Vibroacústica (DVA).

 

Foto:Pravda-TV

Norte da Alemanha, aerogerador a arder e causar incêndio na floresta. Perigo para o ambiente, humanos e animais.

 

SÍNDROME DA TURBINA EÓLICA (STE)

A STE não se manifesta em todos os indivíduos que vivem perto de parques eólicos, devido às diferenças de suscetibilidade de cada indivíduo. Os sintomas da STE incluem:
- Perturbação do sono: o ruído audível ou sensações físicas de pulsação ou pressão dificultam a capacidade do individuo em adormecer e causam o despertar frequente deste;
- Dores de cabeça que aumentam em frequência ou severidade;
- Tonturas, instabilidade e náuseas;
- Exaustão, ansiedade, raiva, irritabilidade e depressão;
- Problemas de concentração e aprendizagem;
- Zumbido nos ouvidos.

 

A perturbação do sono é uma das queixas mais comuns relatadas pelas populações expostas ao ruído e pode ter um grande impacto sobre a saúde e qualidade de vida. Estudos realizados têm demonstrado que o ruído afeta o sono em termos de efeitos imediatos (por exemplo: mudanças de estágios do sono, despertares, movimentos corporais, respostas autónomas), pós-efeitos (por exemplo: sonolência, desempenho do dia, deterioração da função cognitiva) e efeitos a longo prazo (por exemplo: distúrbios do sono crónicos). É necessário um sono tranquilo para manter um bom desempenho durante o dia, assim como uma boa saúde em geral. Durante o sono o organismo reconhece, avalia e reage a sons ambientais, reações que são parte de um processo de ativação integrante do organismo e que se podem expressar através de mudanças na estrutura do sono ou aumento da frequência cardíaca. Apesar de serem reações ao ruído natural, presume-se que um aumento substancial de tais efeitos constitui um problema de saúde. O ruído ambiente pode reduzir o poder restaurador do sono por meio de perturbações que ocorrem repetidamente
(fragmentação do sono). A restrição de sono afeta, entre outras coisas, o desempenho psicomotor, a consolidação da memória, a criatividade, os comportamentos de risco e os riscos de acidentes.

 

DOENÇA VIBROACÚSTICA (DVA)
A DVA é uma patologia sistémica causada pela exposição excessiva a RBF (considerados como todos os fenómenos acústicos que ocorrem abaixo dos 500Hz) e é caracterizada pela proliferação anormal de colagénio e elastina na ausência de processos inflamatórios. A DVA já foi diagnosticada em técnicos de aeronáutica, pilotos militares e
civis, assistentes de bordo, assim como a população exposta a ruído de baixa frequência ambiental.

 

A suspeita de exposição excessiva a RBF deve surgir se o paciente exibe uma ou mais das seguintes queixas:
- “Oiço de mais, sou muito sensível ao ruído, não suporto nenhum tipo de ruído, o ruído deixa-me louco, sempre que há algum ruído alto, só tenho vontade de gritar”;
- “Acordo cansado, não é que não durma horas suficientes, apenas parece que não descanso durante o meu sono”;
- “Por vezes, quando estou num centro comercial ou num restaurante, sinto-me como se não conseguisse respirar, como se tivesse que sair dali, ou então…”;
- “Tenho muitas palpitações no coração, por vezes parece que o meu coração vai saltar do peito”;
- “Tenho esta tosse, e eu não fumo, a minha garganta está constantemente irritada e fico rouco sem razão, a medicação não tem qualquer efeito”.


Ou, se o paciente entrar com um dos diagnósticos seguintes:
- Epilepsia tardia;
- Distúrbios no equilíbrio;

- Enxaquecas;

- Tumores no tracto respiratório, especialmente em não-fumadores;
- Doenças auto-imunes, particularmente lúpus eritematoso e vitiligo.

 

DESFECHO EM TRIBUNAL DOS EFEITOS DO RUÍDO DOS AEROGERADORES NA SAÚDE HUMANA (CASO TORRES VEDRAS - Portugal)
Em Outubro de 2006 entrou em funcionamento o Parque Eólico do Joguinho II, com uma potência instalada de 26MW, localizado em Torres Vedras. O Parque Eólico é constituído por 13 aerogeradores REpower MM82 assíncronos com a potência unitária de 2000kW (2150kVA); 13 postos de transformação e seccionamento, equipados com
transformadores de potência unitária de 2500kVA, 0,69/20kV; subestação equipada com um transformador de potência de 26000kVA, 20/60kV; rede de cabos subterrâneos de 20kV que interliga os postos de transformação e a subestação; um transformador para os serviços auxiliares de 25kVA, 400/230V; e, respetivo equipamento de comando, corte,
protecção e medição.

Aquando da entrada em funcionamento dos aerogeradores o proprietário começou a sofrer de insónias e a ter enormes dificuldades em adormecer e em dormir, chegando a acordar várias vezes durante a noite. Além disso, começou a ter dores de cabeça frequentes, falta de memória, apresentando queixas de maior irritabilidade e de intolerância progressiva ao ruído. Por forma a conseguir dormir o proprietário começou a tomar medicamentos indutores do sono. O proprietário, sendo um cavaleiro tauromáquico, viu a sua atividade profissional e económica afetada, pois deixou
de conseguir treinar os seus equídeos no mesmo regime intensivo de outrora, pois além de se sentir cansado, não consegue permanecer montado sem que se sinta enjoado e tenha fortes tonturas, perdendo o equilíbrio. O ruído emitido pelos aerogeradores deixava as éguas e os cavalos agitados e sobressaltados, e as sombras das pás do Aerogerador n.º 2 ao sobrevoarem a propriedade assustavam os animais e deixavam-nos nervosos.

O Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, datado de 30/05/2013, foi mais longe e ordenou a suspensão total do
funcionamento dos quatro aerogeradores situados próximos da Quinta, devendo a empresa responsável pela exploração do Parque Eólico proceder à remoção dos quatro aerogeradores instalados e a pagar uma indemnização de trinta mil euros.

Foto: Pravda-TV

Só na Alemanha, os aerogeradores/eólicas matam todos os anos centenas de milhares de aves e morcegos, devido à sucção das pás dos rotores. 

 

Foto: sputnik.

 

Nota bene:

Existem imensos estudos sobre o assunto, desde os anos 80 do século passado que comprovam os prejuízos na saúde humana. Especialistas na matéria, afirmam que os aerogeradores/eólicas deviam estar a uma distância das habitações nunca inferior a 2,5 km.

No norte da Europa, os aerogeradores matam mais de 1 milhão de aves, a cada ano.

A ganância de alguns é ainda financiada por governos e estados, às custas das populações, ambiente e animais.

As eólicas não são assim tão verdes como nos querem fazer crer. Os preços da electricidade produzida pelas eólicas são bem elevados e estão a desfigurar toda a paisagem e ambiente.

Teria sido muito mais sensato, o estado financiar ou subsidiar os proprietários de habitações que quisessem instalar suas eólicas. O ruídos audível e inaudível, são incomparávelmente muito inferiores aos que são produzidos pelos parques eólicos.

 

Isto que se vê no vídeo, acontece com demasiada frequência a cada segundo na Europa. 

 

 

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Edifício doente, morador/trabalhador doente

Ressonar: Um pesadelo para quem está ao lado, o que fazer?

 

Fonte:

Instituto Politécnico de Setúbal

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2 comentários

De Anónimo a 14.08.2018 às 09:57

As eólicas são um perigo para a humanidade, para o ambiente, para os animais e para a ecologia. Fora com elas. Em vez disso pequenas eólicas para as residências e não essa monstruosidade.

https://www.youtube.com/watch?v=MVHzfUWul2Y

De Anónimo a 14.08.2018 às 10:10

Todos os dias tem uma eólica algures com graves problemas, incendiando o ambiente, matando aves e outros animais, poluindo ambiente.
https://www.youtube.com/watch?v=6VyrXAH-UpQ

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